Jardim Coimbra, Jardim Cotia e uma parte do Turiguara formam o Morro Macaco. No lugar destes bairros, existia um vigorosa floresta que foi derruba durante o período da segunda Guerra Mundial, para abastecer as caldeiras das industrias em São Paulo.
Venha compartilhar um pouco do trabalho que realizo como historiador e professor da cidade de Cotia. Mergulhe no passado das pessoas que construiram este lugar, recorde fatos marcantes que deram identidade cultural a esta cidade.
sábado, 30 de março de 2013
segunda-feira, 4 de março de 2013
DIÁRIO DE UM PAI.
Resolvi acompanhar e escrever sobre a vida escolar da minha filha de
cinco anos. Será que consigo? No início do ano letivo, quase toda escola se
prepara para receber seus novos alunos, poucas se preparam para receber os pais
dos alunos. Tem pai que sofre... (risos). Alguns até perdem o sono, pensando
como vai ser o primeiro dia de escola do seu rebento, até então, criados,
mimados e protegidos de baixo das asas dos pais. Confesso: Entrei em pane, de
pensar que algum menino pudesse bater na Maria. Imaginei um garoto gordo de
bochechas rosadas com cara zangada partindo pra cima da menina para ganhar
espaço. Fiquei maluco, só de pensar. Fiquei ansioso, além da conta, tomei um
bule de café, antes do meio dia. Chegava cinco dá tarde e não chegava o meio
dia, horário para buscar a Karolina.
Os filhos são sempre uma surpresa. Abriram o portão da escola e Maria
saiu aos prantos, fiquei apreensivo, aconteceu alguma coisa? Pai sempre pensa
no pior (risos). Que nada, aquele choro compulsivo, era por querer continuar na
escola. Quando vi aquela cena me senti o último biscoito do pacote. Senti-me
rejeitado e um vazio tomou meu peito, começava ali uma fase da vida que teria
que aprender a dividir Karolina com o Mundo. Como dói esse sentimento! Dá uma
sensação de perda imensa. Só para tranquilizar, tudo isto passa e vêm outras
preocupações. Uma coisa bacana, nessa nova fase, é que às vezes somos muito
solícitos com os filhos e não esperamos ser solicitados. E aos poucos eles vão
contando histórias deste novo momento, pai tenho uma amiguinha, ela chama
Clara. Pai, na escola tem tartaruga, coelho... Pai que letra é esta que esta no
seu livro? Pai, quantos dedinhos, tem em minhas mãos. Muitos porquês! Como os
filhos nos ensinam?
Como os filhos são diferentes um do outro. É comum ouvirmos em uma
roda de pais, dei a mesma educação para meus filhos, mais são tão diferentes.
Aonde eu errei? Eles são diferentes mesmo! Além da diferença, são educados em
contextos diferentes. O meu filho Ícaro, agora com 27 anos, teve outra formação
educacional. Tivemos todos os cuidados para uma boa formação, mais não fui tão
presente como estou com Karolina. A vida era outra, estava começando a
faculdade... Sem justificativas. Com a Maria espero que seja diferente. Esta
semana pediu para que eu contasse os dedinhos das mãos e dos pés, queria saber
quantos eram representados através dos números. Para finalizar, quero dividir
este momento com vocês, e já comecei a ler os livros infantis e a montar a
biblioteca da minha Maria.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
UM PASSEIO PELO BRASIL
No final do
ano, percorri 3.200 km de Fortaleza a São Paulo pela temida e famosa Rodovia
BR.116. Observamos então, um Brasil, que o sul e uma parte do sudeste, ainda
desconhecem. Um Brasil que está nascendo e renascendo de décadas de
estatísticas negativas, mais que vai trocando esta roupagem antiga e gasta por
esperança e sonhos de fazer parte do glamour, que aparentemente se vive no sul
e no sudeste. Talvez neste ato impensado, de ser igual aos outros, deixe de
olhar para o quintal de casa e construir um modo de vida diferente e de criar
outras possibilidades econômicas culturais. Possibilidades que estão bem
próximas dos sonhos e das mãos.
Viajamos, pelo
Estado do Ceará, Pernambuco, Bahia e Minas Gerais. Observamos novas possibilidades
de construção e realizações de sonhos, antes esquecidos... Está ocorrendo um
processo de imigração inversa ao que aconteceu a décadas de 60 e 70 para o sul
e sudeste. Muita gente está voltando pra casa, sujeitando a ganhar menos mais
ficar próximo da família. Muitos voltam, com a casa construída ou o terreno
comprado, este movimento já criou até a danada da especulação imobiliária.
Acreditem! Alguns pais até comentam, que próximo da família é melhor para
educar os filhos. Este retorno às raízes é um fenômeno interessante, Saudade da
mãe, do pai, do irmão e dos amigos de infância, dos costumes, dos hábitos e dos
valores regionais. Tem-se a sensação de segurança, próximo dos entes queridos.
Nós que estamos
aqui, nesta parte de baixo do mapa do Brasil, temos um visão distorcida do
nordeste. Uma visão caricaturizada do nordestino, fome, desnutrição,
ignorância, violência e outros denotativos. Não é bem assim! É uma parte do
Brasil, que pode ser criado um novo núcleo econômico e elevar este pais ainda mais
ao cenário internacional, não se esqueçam que o nordeste e norte já foram
centros dominantes da economia. Sem criar uma falsa ideia, os males da política
daqui, também têm lá. A pobreza de lá, também tem aqui. Traficantes e usuários
de drogas que tanto tem nos preocupados, também tem lá. Mais tem uma vontade
imensa de voltar para o lugar de origem e construir uma vida melhor. Sem os
males sociais que conhecemos. Neste contexto favorável, entra os projetos de
Política Pública.
A Bahia, não é
só carnaval, o Ceará, não é só forro, Pernambuco, não é só frevo e Minas, não é
só queijo. Tem cultura popular, que não aparece na mídia, e quando aparece é
como se fosse um corpo estranho ao resto do país. Tem uma economia local,
pulsando e que muitas vezes não aparece nas estatísticas. Nós que estamos na
parte de baixo do mapa, precisamos olhar para a parte de cima, com a
possibilidade de construir ou reconstruir o país com a nossa cara. Um país que
fala vários sotaques, e que tem festa junina e não Holloween. Confesso que
fiquei apaixonado e entusiasmado por este Brasil que ignorava. Entusiasmado,
mais sem ufanismo, pé no chão.
A cada, Km corrido uma supressa, Rio São Francisco,
Canudos de Antônio Conselheiro, Euclides da Cunha, uma parte do Vale do
Jequitinhonha, um passeio que você precisa fazer. Apenas um aviso, não
encontrará nenhum Mcdonalds na estrada
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Final de ano...
Todo final de ano deveria ser entediante, mas não é. Cada ano
é diferente, porque não somos estáticos e sim dialéticos na relação que
estabelecemos com a vida. As datas festivas do Natal e do Ano Novo se tornaram
momentos de consumo frenético, em que cada um quer agradar com um presentinho
simples ou não. Lembrar simbolicamente que ama, que quer bem o outro, pode ser
os filhos, netos, sobrinhos ou amigos, mas o importante é lembrar com algo que
marque materialmente este ato de amor.
Tenho amigos que se pudessem desapareceriam do planeta para
não participar destas festividades... eles acham que final de ano não passa de
uma data para reforçar os caixas dos capitalistas. Discordo. Outros amigos, não
tão sectários, buscam refúgios espirituais para fugir do agito, pois pensam
eles que estes dias deveriam servir de reflexão para uma vida melhor no
planeta. Um terceiro grupo de amigos pensam que estas festas são invenção para
iludir o povo, tipo um ópio, enquanto o povo é dominado pelas elites. Discordo.
Sem caretice e desculpas, curta estas festas do jeito que
achar melhor.
Professor Marcos Roberto Bueno Martinez
terça-feira, 23 de outubro de 2012
HOUVE FRAUDE ELEITORAL PARA VEREADOR EM COTIA?
Um
tema delicado, que envolve a credibilidade do sistema de urnas eletrônicas, e
que deve ser abordado com muito cuidado e critérios éticos. Estão em jogo mais
de cem anos de república, com momentos históricos de sistemas de governo
autoritários e democráticos. Este último ciclo da nossa vida política foi
conquistado com a luta de vários segmentos da sociedade. A cada eleição, a cada
voto, reforçamos as instituições democráticas. Portanto, usar de leviandade ou
de fatos inverídicos põe em risco a continuidade da construção dessa sociedade
que tanto sonhamos.
Antes
quero colocar este objeto de estudo como algo do qual me distanciei, para poder
julgar ou opinar, pois fui candidato a vereador e não pretendo de forma alguma
me colocar como derrotado, mas refletir sobre o sistema de votos através das
urnas eletrônicas. Após as eleições, já convencido de que não tinha ganhado o
pleito, retomei a vida. Porém, nos primeiros dias comecei a receber visitas de
amigos que tinham sido candidatos e também de eleitores, relatando alguns
acontecimentos que não são comuns ao processo de uma eleição, como por exemplo:
-
a foto do(s) candidato(s) em que votaram
não apareceu na urna;
-
eleitores de extrema credibilidade, que votaram no seu candidato, verificaram que os votos não foram computados; (Onde estão? Para onde foram esses votos?)
-
em alguns casos, eleitores foram recepcionados na porta da seção com o comprovante de votação, já pronto.
Se
estes fatos tivessem sido relatados somente por uma ou duas pessoas, não
deveríamos talvez dar tanta importância mas, como aos poucos aumentou o número
de candidatos e de eleitores que relatavam situações semelhantes, e frente ao
número de seções existentes no município, creio que merecem uma maior atenção.
Isto
não aconteceu somente em Cotia, mas também em outros municípios, em especial em
Curitiba, onde houve a prisão de um cidadão que queria vender um sistema para
desvio de votos para uma coligação da cidade. Fora isto, na Internet são vários
os vídeos que vêm mostrando a vulnerabilidade do sistema de urnas eletrônicas
no Brasil. Veja por exemplo estes:
Frente
aos relatos é bom salientar que estes não são documentos, mas nos servem de
norte para questionar onde está a falha no sistema eleitoral. Na fiscalização
ou...?
Professor
Marcos Roberto Bueno Martinez
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
UM CASO DE AMOR
Pode até ser redundante, exagerado: amo meu filho! Este ano
ele completa 27 anos, durante os quais vivemos muitas histórias juntos, que nos
tornaram grandes. Já entramos em conflito e também já construímos momentos
decisivos em nossas vidas. Um filho e um companheiro. Redundantemente: amo meu
filho! Parabéns!
Marcos Roberto Bueno Martinez
domingo, 30 de setembro de 2012
SOLANGE BRACHINI
Minha querida prima...
Estamos acostumados, ou nos acostumamos, com
diversas situações que vida nos coloca. A única delas em que isso não acontece
é a morte. Como é difícil!
Solange, dê um abraço apertado na vovó da
bala, no vovô Amadeu, no meu pai. Mas o encontro mais
esperado é com o seu pai... coloque a conversa em dia.
Um abraço fraternal
Solange Brachini, para quem não a conheceu,
foi daquelas pessoas que sempre estão dispostas a estender a mão para uma
ajuda. Muitas vezes tirava de si própria para socorrer o outro. Minha
prima fez da sua vida neste mundão de meu Deus um significado que a coloca num
patamar de gente que passou por aqui e fez a diferença. Perdeu o pai muito cedo
e saiu para trabalhar muito nova ainda, mas nunca perdeu o elo com a família.
Sempre preocupada com o cuidado das irmãs e da mãe, foi construindo para
si uma história de boas ações. É desta Solange que sempre vou lembrar. Da
Solange que sempre tinha nos lábios uma palavra amiga e de otimismo.
Marcos Roberto Bueno Martinez
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