Venha compartilhar um pouco do trabalho que realizo como historiador e professor da cidade de Cotia. Mergulhe no passado das pessoas que construiram este lugar, recorde fatos marcantes que deram identidade cultural a esta cidade.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

CEMUCAM: CENTRO MUNICIPAL DE CAMPISMO.



Discutir a devolução do Cemucam para a prefeitura de Cotia dentro de uma ótica do contra ou do á favor, do bem e do mal é reduzir a importância deste espaço com um bioma extraordinário, apenas no âmbito da política, é muito perigoso. É dizer assim: que outro grupo que esteja à frente da prefeitura vai administrar melhor o parque? Será? Qual a garantia? Ambos os partidos no poder hoje, na cidade São Paulo e no Estado, poderiam ter feitos algo pelo Cemucam e nunca o fizeram. Inclusive, investir no campo da pesquisa e na modernização do Viveiro Harry Blossfeld.

O que existe pelo que li em relação a doação do parque para o município de Cotia é apenas uma intenção, não acredito que isto aconteça tão cedo. Talvez nem aconteça! Já houve está conversa outras vezes, que sempre cai no esquecimento. Segundo dados da Secretaria de Meio Ambiente de São Paulo, gasta se com o parque, Hum milhão e oitocentos mil Reais por ano. Com que é gasto este dinheiro?  Esta quantia é suficiente para manter o funcionamento com eficiência do Cemucam? O valor é suficiente ou não? Se acontecer a doação do parque para o município de Cotia a cidade teria condições de manter este valor e ampliar o investimento que este  espaço precisa? Que tal pensamos em uma terceira via para o Cemucam?

O parque do Cemucam, não pode continuar vivendo nesta ambiguidade. Ambiguidade, que a cada dia a cada ano e a cada governo, contribui  para o deterioramento do espaço do parque, daquilo que existe. E também não pode ocorrer uma demonização da doação, apenas com suposições. O parque deve ver visto como um Patrimônio da humanidade, e assim, ampliar a discussão de como utiliza-lo melhor, para pesquisa, educação ambiental e como inserir práticas pedagógicas neste espaço para seu uso. Precisamos trazer o povão para dentro do parque! Principalmente, povão da região oeste da grande São Paulo. Ora, qualquer revista de cultura e lazer que circula na grande São Paulo, apresenta centenas de atividades nos parques da cidade e da grande São Paulo. Quais os motivos que deixam o Cemucam de fora destas atividades culturais? A terceira via é transformar o parque em um espaço eficiente para o povão tão carente de cultura.

A preocupação e o medo que a especulação imobiliária   transforme o Cemucam em um grande loteamento luxuoso, é antiga. E pode acontecer!  Em meados da década de 80, durante o Governo do prefeito Janio Quadro, houve uma conversa e uma tentativa de transformar o Cemucam em um empreendimento imobiliário de luxo, um pequeno grupo de ativitas ambientais e algumas ONGS fecharam a Rodovia Raposo Tavares, chamando a atenção da imprensa e defensores do meio ambiente na época.  A tentativa foi abortada.  Sejamos imparciais, está possibilidade de desaparecimento do parque pode ser tanto com a prefeitura de Cotia como dá prefeitura de São Paulo. Portanto, fazer do parque um espaço com projetos e eventos culturais é importante, inibe a ganância imobiliária. E amplia seus defensores na sociedade.
A argumentação na época para um possível loteamento do parque,  era de que ele  seria um peso para a prefeitura de São Paulo, e não tinha quase nenhuma utilidade cultural e social. A salvação do Cemucam,  é um projeto de uso do espaço eficiente. Poderíamos começar a utilizar o que já existe no parque? E aproveitar ativicades que existem nas secretarias de esporte e cultura. E não podemos perder de vista que a mobilização popular é fundamental para manter o cemucam intacto.