Venha compartilhar um pouco do trabalho que realizo como historiador e professor da cidade de Cotia. Mergulhe no passado das pessoas que construiram este lugar, recorde fatos marcantes que deram identidade cultural a esta cidade.

sábado, 30 de maio de 2015

O MEU FILHO É DIFICIL DE LIDAR


Conversando com amigos e amigas sobre o comportamento dos filhos, há tempos que alguns pais têm demonstrado preocupação com a agressividade que os filhos têm apresentado. Normalmente os pais são tomados de um grande susto quando começam a receber reclamações da escola e, em alguns casos, até expulsão por algo que seu filho tenha feito que fuja às regras do convívio social. Talvez erramos em criar um muro de lamentações: faço tudo para ele ou para ela. Quando criança não tinha nada do que proporciono para eles. A minha vida não foi tão fácil. Preencheríamos várias folhas com diversas lamentações.

Lamentar não adianta muito.

Será que não falta perguntar a si mesmo onde erramos e acertamos na educação dos filhos? Seria um bom começo para aliviar a culpa e a angústia.

Sofremos pelos filhos.

Você pode pensar que estamos falando de adolescentes: uma idade onde impera a rebeldia (nem sempre!). Não! Estamos falando de crianças com seis, sete e oito anos em diante. Em alguns casos, antes dos seis anos tornam-se agressivas.Crianças dóceis que se transformam diante dos olhos dos pais. Muitos pais revelam que não conhecem mais seus filhos. O rosto desses pais, quando relatam suas histórias com seus filhos, expressa preocupação e angústia. Desespero! O que fazer? Como seria bom existir uma receita de como educador os filhos. É bom salientar que nem as receitas às vezes são certas. Às vezes, o bolo sola. Ora, às vezes o tempero também desanda.

Nem um filho é igual ao outro (nem os dedos das mãos são iguais).

Alguns pais se desesperam quando esse comportamento de agressividade e de rebeldia aparece na escola. Em muitos casos as reclamações se acumulam até ocorrer a expulsão. A escola que expulsa merece um ponto de interrogação em relação à sua eficiência. Talvez um caminho possível também seja observar como andam as coisas dentro da família. Como estão? Alguns pais têm optado pelo tratamento psiquiátrico acompanhado de medicamento. Quanto à escola, alguns insistem em tratar os alunos como se fossem todos iguais. E aqueles que diferem das normas pedagógicas determinadas são expulsos. São estigmatizados.

Burros, esquecidos em um canto pela escola e pelos amigos. Agressivo, futuro delinquente. E assim vai...

Posso estar errado, mas não vejo esse comportamento diferente de alguns filhos como questão social. Essa dificuldade de lidar com os filhos acontece em todas as classes sociais e os pais são pegos de surpresa. São pegos no contrapé. Pobres ou ricos. O que fazer? Talvez uma ação eficiente seja dialogar com todos envolvidos nesse relacionamento. Ninguém pode ficar de fora desse contexto. Ninguém pode apontar o dedo e achar que está livre de crítica. Tem que ser uma avaliação honesta.

Nesse difícil crescimento do seu filho não o deixe sozinho.