Venha compartilhar um pouco do trabalho que realizo como historiador e professor da cidade de Cotia. Mergulhe no passado das pessoas que construiram este lugar, recorde fatos marcantes que deram identidade cultural a esta cidade.

domingo, 14 de julho de 2013

A PRAÇA DA MATRIZ


   Ah! A praça da matriz da cidade de Cotia! Ela fez parte da vida de muita, muita gente... Eram passeios, namoricos, esperanças... As moças subiam de braços dados a rua Senador Feijó em direção à praça, onde os moços as esperavam para o momento do flerte. “Foi assim que comecei a namorar o Roque Savioli” - disse dona Nice.

  Benedita Amélia Barreto Alvez, a dona Zizinha, cotiana nascida em 1916, conta suas lembranças sobre a praça e nos fascina com a objetividade que dá às suas palavras: “Naquele tempo íamos a reza depois dávamos algumas voltas pela praça, mas tínhamos que voltar cedo para casa”. Trazendo mais recordações de sua memória, dona Zizinha transforma suas frases em cenas vivas. Lembra-se do cruzeiro na frente da igreja, que deu lugar tempos depois ao coreto, das beatas, das festas, dos tropeiros que atravessavam a praça e seguiam na direção ao sítio do Nhô Zaca, no Portão. Uma das imagens que marcou Zizinha foi quando os revoltosos de Isidoro Dias Lopes, em contenda com Washington Luiz, chegaram do Paraná, e um de seus homens entrou em plena Igreja Nossa Senhora do Monte Serrat... montado em seu cavalo. Foi um tumulto geral.

   Maria Conceição Alves de Oliveira, outra moradora da cidade, lembra-se da inauguração do segundo coreto, em 1967. A festa contou com a presença da caravana dos artistas do Programa do Rádio Patuá Reis e trouxe os cantores Nelson Gonçalves e Paraguaçu Paulista. Era costumeira, no coreto, a apresentação da Banda Municipal da cidade. Para lá iam os cidadãos, a fim de escutarem marchas, valsas, modinhas... A praça era o centro cultural da época - todas as atividades aconteciam no coreto. Era também o único lazer da cidade. Conta o Sr. Leonel Ganem que a praça transformava-se, vez por outra, em campo de futebol. Os times eram formados pelos moleques que moravam nas casas do lado direito e do lado esquerdo da igreja.

   Pedro Victor e Oscarlina Pedroso Victor, recordam as festas religiosas que aconteciam no decorrer do ano, na praça da Matriz. As festas do Divino, de São Benedito e da padroeira da cidade, eram comemoradas com muita devoção. A Festa do Divino era realizada 40 dias depois do Sábado de Aleluia e as festas da Padroeira e de São Benedito aconteciam juntas, no dia 8 de Setembro, para evitar que houvesse dois feriados – é que São Benedito teria o seu “dia cotiano”, não oficial, em 9 de setembro. Segundo dona Maria Conceição, na festa do Divino os sitiantes e moradores da cidade levavam suas prendas para a casa do festeiro do ano. Essa casa ficava conhecida como a Casa da Comida e os alimentos eram distribuídos graciosamente para os devotos.

   Passando a analisar as fotos, na primeira temos em destaque Benedito Carlos dos Santos, que era conhecido pelo apelido de “Ditão” – habitante muito popular da cidade; do lado esquerdo da praça está o coreto, o bar do seu Vermelino, um sobrado onde se localizava a farmácia, e logo depois o Beco do Savioli.

   Na segunda foto, do lado direito da praça, destacam-se a Igreja da Matriz e a rua Senador Feijó, ainda em terra batida, sem paralelepípedos. Pesquisa realizada pelo padre Daniel informa que a igreja da praça foi inaugurada em 1713. Pedro Victor destaca que essa foto foi tirada por ele de cima do bagageiro de uma jardineira – o ônibus da época -, antes do seu casamento com dona Oscarlina, em 1945.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

HISTÓRIAS DE ROQUE GIANNETTI



 Roque Giannetti chegou em Cotia no ano 1938 e ganhou de seu pai, aos 16 anos, uma barbearia na cidade, onde exerceu seu oficio. O Sr. Roque, hoje com 75 anos, e como gosta de ressaltar, 75 incluindo os nove meses que ficou na barriga de sua mãe, lembra dos sessenta anos, que mora na cidade, com um bocado de saudade.
   Entre tantas histórias uma chama a atenção: conta ele que um belo dia, lá pelos idos de 40, precisava ir a São Paulo para fazer compras para a sua barbearia, mas foi avisado por seu Vermelino, outro antigo morador da cidade, que naquele dia ia chover muito. Desconfiou do conselho e foi para a Capital, pois o céu estava azul, o sol brilhava e nada indicava que pudesse chover. Ao chegar próximo do atual Rancho da Pamonha, o tempo fechou e desabou o maior temporal do mundo. O ônibus encalhou e o Sr. Roque chegou a São Paulo coberto de lama. No final da tarde, chegando a Cotia, quem o estava esperando? O Sr. Vermelino, de maneira mais irônica possível, disse: - Não falei que ia chover?
O Sr. Roque, todo tímido, perguntou: - Mas, como o senhor sabia?
Vermelino, então, perguntou a Roque se ele estava vendo o galo em cima da torre da Igreja da Matriz; ele disse que, quando ele está com o rabo virado para o lado da praça, significa frio e chuva, quando ele está olhando para a praça, o dia é bonito.
 Quem quiser conferir, o galo ainda está no mesmo local.
 Outra história interessante de Roque Giannetti é esta: ele teve que enfrentar o delegado de polícia, que na época tinha praticado algumas arbitrariedades. O delegado chamou várias pessoas para prestarem esclarecimento sobre um certo caso, nada por escrito, tudo verbalmente, e acabou com as pessoas que lá foram. O Sr. Roque, como não compareceu, recebeu uma segunda intimação, agora por escrito. Antes mesmo de o delegado começar a esculachar, ele, com o seu jeito calmo, acabou com o delegado.


quarta-feira, 3 de julho de 2013

ORGANIZANDO O CAOS


Quem já não levantou com vontade de organizar a vida começando pelas coisas guardadas nos armários e caixas amareladas? Outro dia amanheci com está vontade, louca de arrumação.  Muitas vezes, guardamos coisas que não vamos usar, até sabemos que não vamos usar, mais sempre depositamos estas coisas em algum lugar, penso que pra dizer que aqueles papéis com anotações ou não, fotos, livros e outros objetos fazem parte da nossa vida. É como se dissemos pra nós mesmos, temos uma História a contar. Também pode ser que guardamos coisas com a certeza, de que se perdermos o fio da miada nesta vida, podemos retomá-la com essas lembranças.


Comecei a reorganização da bagunça, com as folhas que estavam sobre mesa e outras tantas enfiadas nas gavetas, com anotações e números de celulares, que nem lembro a quem pertence. Como gastamos papel? Ali, muitas folhas de caderno e de sulfite em branco, esperando alguma informação que nunca chegou. Em algumas anotações, nomes escritos que deixaram muita saudade, relacionamentos construídos na amizade e no companheirismo. Outros nomes ali registrados não fariam falta alguma se fossem esquecidos, amigos do poder. O almoço marcado, o encontro agendado que não aconteceu. Como foi difícil desfazer destes papéis, alguns há tempos amarelado. Como é difícil desfazer do passado. Ao esmagar cada folha, uma vontade de ler de novo, é guardá-las.  As folhas em branco, a vontade de escrever alguma coisa... No último papel jogado, escrito uma frase de uma amiga do tempo de escola: “Sempre quando nós nos encontrávamos você me perguntava: como está"?


Como as fotos são reveladoras, “amigos” com um sorriso de canto e sorrateiro, querendo sair no retrato.  Muitos! As escolas inauguradas e a alegria da comunidade e das professoras e funcionárias, com aquele novo espaço. As fotos têm este poder de registrar sentimentos. Os livros muitos lidos e tantos outros esperando para serem lidos, retomei a leitura do Ensaio sobre a cegueira do escritor José Saramago, e já terminei. Um livro revelador, no trato da crueldade humana diante de situações de estresse social, mais também esperançoso, apontando caminhos para criarmos coletivamente uma vida melhor. No meio da limpeza, uma pausa, um reencontro com Umberto Eco, sobre a História da Feiura com afrescos maravilhosos. Leitura em andamento. Ganhei de aniversário, Humano, Demasiado, Humano do pensador, Friedrich Nietzsche, presente compensado e com os “espíritos livres”. Quase tudo organizado, e a vida continua... Só não gosto que mexam na minha desorganização, tão organizada. Ah, os livros também são reveladores. Para finalizar muita coisa jogada no lixo retornaram as caixas amareladas.


Prof. Marcos Roberto Bueno Martinez.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

RECEITA DO PASTEL DE FARINHA DE MILHO (PASTEL CAIPIRA).


Nunca imaginei que em um encontro com amigos, pudesse suscitar tantos sentimentos
adormecidos. Lembranças, costumes e hábitos há muito tempo esquecidos, vieram à tona. A Receita do Pastel de Farinha de Milho foi apenas um detalhe, nela existe um universo de  significados bem maior que os ingredientes em si. A família Oliveira tem está receita a mais de cem anos circulando entre eles. Quantas Histórias a cada “massada”? Muitas! Histórias de dores e alegrias.


Uma delícia. Está receita vem da Bisavó da Dona Maria. É bom lembra que o milho era alimento comum nesta época.


Mão na massa:

Leva-se a uma bacia; farinha de milho, uma pitada de sal, a gosto. Para dar a liga na massa, um punhado de farinha de mandioca, junte tudo. Enquanto isto, água quente, não fervendo! Água quente e fervendo é bem diferente uma dá outra. Jogue a água aos poucos na bacia com os ingredientes  e mexa com uma colher de pau, use a mão para sentir a textura da massa quando ela estiver mais fria. Dê uma surra na massa, o tato das mãos é muito importante. A mão vai dar o momento da maciez da massa, com a mão vem um monte de sensações de sentimentos.



                                     
 Dona Maria Domingos da Silva e o senhor Joaquim Domingos de Oliveira(noventa anos) O Pastel Caipira uma tradição de família.







O recheio ao gosto: carne, frango, queijo, camarão, carne seca e outros.

Um outo ingrediente, que não pode faltar, é o burburinho em volta,  muitos causos, muitas Histórias, literalmente, colocar a  conversa em dia.  O sabor fica diferente.  Uma tarde na casa da família Quintino reforçou a ideia de que família é fundamental na formação emocional de cada um de nós. Uma pausa: família como ela está constituída hoje, bem diferente do tempo antigo, as mudanças tem que ser respeitadas. Outra dica no preparo da receita, não fique com medo de errar o jeito de fazer a massa, faça, ela pode ficar seca e ao fritar o pastel rachar, se isto acontecer faça de novo, quantas vezes for preciso. Uma hora sua mão e o paladar vão lhe dizer que assim está perfeito. A vida não é diferente, ela é construída de acertos e erros.


A pressa não combina com esta receita, antes teve o almoço com um cardápio de dar água na boca, galinha caipira, polenta, macarronada, muita risada e conversa boa. Lógico que sobrou um espacinho para maldizer dos outros. (risos). Um encontro como este não pode ser intermediado pelo celular e pela rapidez do fast food.
O Pastel ficou para o final da tarde.  No nosso caso depois do terço dá Santa Peregrina. Surge lentamente na estrada do sítio a figura emblemática do senhor Joaquim Domingues de Oliveira (conhecido como Joaquim Sulino), com seus noventa anos, com a santa nas mãos em procissão. Um amigo sussurra, tão perto de São Paulo, e tão distante. Reza, café, chá de gengibre e amendoim. Um belo dia. Pronto o Pastel Caipira, frite o pastel no óleo não muito quente, apenas quente. Foi um dia destes que vai ficar na memória

Prof. Marcos Roberto Bueno Martinez


quarta-feira, 5 de junho de 2013

UMA INFORMAÇÃO RAPIDINHA.


CRECHE NÃO É DEPÓSITO DE CRIANÇA. (1)

No último programa da Rede Globo, Profissão Repórter, abordou o tema das mães que passam dias, meses e até anos esperando, por uma vaga em Centros Educacionais (creche), confesso que fiquei constrangido em ver o descaso do poder público, que poderia ser resolvido com planejamento e vontade política. Afinal, dinheiro tem!

quarta-feira, 22 de maio de 2013

A HISTÓRIA DA LÂMPADA QUEIMADA E OUTRAS




Humor é o que não faltava na Cotia antiga. Parece que alguns moradores ficavam o tempo todo pensando em quem aplicar uma peça, qual amigo seria a bola da vez. Os ‘causos’ são vários e divertidos. Selecionei dois textos para curtirmos juntos.  Solte a imaginação.

Benedito Viviani, quando começou a lembrar da brincadeira da “história da lâmpada queimada” e outras traquinagens, estampou no rosto um sorriso de menino maroto. O Depósito de Materiais de Construção Bandeirantes era o lugar de encontro da turma, que inventava as diversas brincadeiras que embalaram uma geração inteira, na década de 60, em Cotia.
No ano de 1964 espalharam em Cotia e na região milhares de folhetos anunciando a invenção do conserto de lâmpadas queimadas. Harayuki Yano, Manoel Oswaldo de Oliveira e o Sr. Calil foram os idealizadores dessa armação. A vítima escolhida pelo grupo foi o Sr. Viviani. E como se não bastassem quase três mil folhetos distribuídos, a equipe ainda colocou em pontos estratégicos da cidade faixas com o endereço de Benedito Viviani e a seguinte informação: “lâmpada comum, 5 mil réis, a farolete, 10 mil.”  
Depois do marketing realizado, Viviani começou a receber centenas de lâmpadas queimadas em sua casa. Muitas vezes, Viviani mandava a pessoa levar as lâmpadas no deposito do Sr. Yano e dizia que a máquina de conserto estava na loja. A fama de “gênio da lâmpada”, apelido atribuído ao Sr. Viviani em virtude da brincadeira, foi além das fronteiras do município. Quando chegava ao banco em Pinheiros, para cuidar dos seus negócios, o gerente perguntava como estava sua fábrica de conserto de lâmpadas. Respondia Viviani com o bom humor de sempre: “Vai muito bem”. Numa festa realizada em prol do hospital de Cotia, na casa do Dr. Odair Pacheco Pedroso, com mais de 150 pessoas presentes, de repente acabou a energia elétrica. De surpresa o Dr. Odair gritou à multidão: “Chamem o Viviani!”. Um anúncio foi parar no quartel de Quitaúna. Quando o sargento ficou sabendo que um irmão do “gênio da lâmpada” era seu cadete, passou a tratá-lo com privilégios.
Durante dez anos o Sr. Viviani foi perseguido com a história da lâmpada. Um morador da Granja Viana deu graças a Deus quando ficou sabendo da oficina de conserto de lâmpadas. Esse morador guardava há muitos anos uma lâmpada de estimação, para quando aparecesse o invento que a pudesse consertar. Na porta da casa da família Viviani, num final de tarde, apareceu um senhor acompanhado de seu filho com uma sacola cheia de lâmpadas. O menino, juntamente com o pai, estava subindo a escada, e, num singelo descuido, quebrou uma lâmpada. O pai, irritado, deu umas palmadas no garoto. Dizem que o senhor morava no bairro do São Joaquim. Para que se tenha uma idéia da dimensão da brincadeira, o Sr. Viviani foi procurado por um jornalista da revista “O Cruzeiro”, que gostaria de entrevistá-lo.

Atenção: o Sr. Viviani, que durante tanto tempo foi o mestre do conserto de lâmpadas, quer passar sua experiência ao herdeiro do Sr. Yano – o sobrinho, Reinaldo Yano. Se você tiver alguma lâmpada queimada pode entregá-la para conserto na Casa Yano...
 Professor Marcos Roberto Bueno Martinez


                                                                                         

segunda-feira, 6 de maio de 2013

TODO DIA É DIA DE MÃE.



MÁRIO QUINTANA
  Mãe... São três letras apenas
As desse nome bendito
Também o céu tem três letras
E nelas cabe o infinito

Para louvar a nossa mãe,
Todo bem que se disser
Nunca há de ser tão grande
Como o bem que ela nos quer

Palavra tão pequenina,
Bem sabem os lábios meus
Que és do tamanho do CÉU
E apenas menor que Deus!


O dia das mães está chegando e como todo dia comemorativo começa o movimento frenético das compras. Muitas vendas!  Os comerciantes projetam vendas melhores que o ano anterior e ao sair de casa para adquirir um presente chega a ser estressante, mas é um gesto importante e simbólico para mostrar o amor que sentimos pela progenitora. O presente é um intermediário para agradecer a dedicação, o carinho e os cuidados que as mães dão durante a vida dos seus rebentos. O meu presente este ano vai ser um abraço forte e o prato que ela gosta muito, bacalhau ao forno. Assim pretendo zelar este amor de mãe e filho que começou a ser construído bem antes do meu nascimento. A minha História com minha mãe começa deste jeito.


Uma viagem no tempo:

1960: Tereza Rivera ou vovô da bala, como os netos a chamavam, era uma senhora do tipo antigo, rígida na educação dos filhos e de uma inteligência singular. Tornou-se professora sem frequentar a escola, autodidata. Por detrás desta casca grossa existia uma mulher generosa e conhecedora dos valores medicinais das plantas, os médicos da cidade encaminhavam até ela pacientes para que sua sabedoria desse um caminho de solução. Dona de um bar em Votuporanga, muitos moradores da cidade e de fora a procuravam para seus remédios naturais. Minha mãe biológica, Judite Gomes da Silva, sabendo que ali poderia encontrar abrigo, prestes a ganhar um bebe e com o objetivo de doa-lo. Pois, tinha passado uma gravidez solitária.     


Dia das mães é muito mais que um presente:

Essas coisas da vida, minha mãe biológica bateu na porta certa. Assim desta forma fantástica começa minha vida com minha mãe de coração. Como acredito que o parentesco não é de sangue e sim de espirito, ela é minha mãe de verdade. Que me educou e que soube compreender os meus  conflitos existenciais. Foi e é de fato minha mãe. Um abraço a todas as mães que de formas diferentes amam seus filhos. Um abraço a todas as mães que não puderam ser mães, mais que se colocaram a disposição para amar alguém. Sou uma pessoa de sorte, pois tenho duas mães. Qualquer dia desse eu me proponho a escrever em detalhes a História da minha adoção. Se você não pode comprar um presente e assim materializar seu amor pela sua mãe, de um abraço, se ela esta longe, ligue e dê uma palavra de conforto. Se ela se tornou uma estrela, acho que toda mãe quando parte se torna uma estrela, mate a sua saudade com boas lembranças. Agora vamos celebrar este domingo, afinal é dia das mães!