Venha compartilhar um pouco do trabalho que realizo como historiador e professor da cidade de Cotia. Mergulhe no passado das pessoas que construiram este lugar, recorde fatos marcantes que deram identidade cultural a esta cidade.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

OS FILHOS CRESCEM..


Os filhos crescem... Como sofremos em saber que eles crescem. Como crescem? Ainda não inventaram uma máquina que pudesse parar o tempo. Será possível um dia? Parar o crescimento dos nossos rebentos? Penso que é o desejo de todos os pais.

O primeiro choro quando vêm ao mundo. Marca o nosso sentido auditivo. Antes, a gestação. Ficamos grávidos. Ansiosos. Será que vai dar tudo certo. Ah! Sofremos por antecipação. Sabemos como é difícil o mundo. Caótico! Eles ou elas precisam crescer? Quando descobrimos que precisamos crescer juntos, muitas vezes, não aceitamos. É tão complicado crescer com os filhos.

Como eles crescem! Num primeiro momento, dependência total. Trocar fraldas. Alimentar. O primeiro sorriso. O olhar. Ensinara andar. Estamos seguros. Temos o domínio sobre os nossos filhos. Mesmo assim, preocupados com o futuro deles ou delas,sofremos com a possibilidade de como pode ser este futuro. Não queremos crescer. Invente logo uma máquina para parar o tempo. O mais rápido possível!

Independência. Esse dia chega. Muitas vezes demoramos a perceber os sinais de que ela chegou. Conflitos! Articulam ideias. Passam a ter gostos por coisas que antes não tinham. Pensamentos próprios. Tomam decisões que antes não tomavam. Desesperamo-nos. A pior coisa nesse momento é a culpa.Onde errei? Onde erramos? Às vezes procuramos um agente externo para justificar as transformações. Tudo isso está acontecendo por causa daquele amiguinho ou amiguinha que anda... Vou cortar essa amizade!

Ações paliativas. Encruamos! Eles continuam crescendo alucinadamente.Antes não era assim. Vivemos de um passado saudoso. Eles vivem o presente. Sabem mais do que nós que precisam continuar crescendo,para serem aceitos no seu meio.

Ficamos intolerantes aos arroubos dos filhos. Instalamos o antidiálogo. Berros. Xingamentos. Aprendemos rápido demais a apontar os defeitos dos, então, crescidinhos. Nesse período da vida é quando eles precisam muito de carinho e de atenção. Quem não gosta de chamar a atenção? Apesar de todo arrebatamento eles ou elas têm medo. Quem não tem medo de crescer? 

Com o passar do tempo encruamos de certa forma que esquecemos que somos assim. Dialogar. Ouvir. Dê uma paradinha para ouvir. O som, a voz, já não é como antes. Outra voz. O comportamento adquirido com os outros é bem diferente do tempo da chupeta. Como as coisas mudam quando aprendemos a dialogar. Falar e ouvir. Ouvir e falar. Podemos crescer juntos.


Ainda não existe nenhuma possibilidade de que alguém invente uma máquina para parar o tempo (risos).